Muito além de apenas uma floresta, uma fonte de vida.

A Amazônia é a maior floresta do mundo. Sua área é de 4,2 milhões km² (IBGE 2004), equivalente a 40% do território da Europa. Ela é a floresta de maior biodiversidade e conta com milhares de espécies de plantas, árvores, animais e insetos. Além disso, ela possui mais água doce do que qualquer outra região do planeta, tem o maior rio e o maior aquífero do mundo. Ufa! Todas as estatísticas são aumentadas em muitas vezes quando o assunto é Amazônia. No entanto, qual é a verdadeira importância disso?

Sabe-se que os ecossistemas possuem um papel-chave na manutenção do equilíbrio do meio ambiente. Eles são muito mais que a soma de suas partes, pois cada componente interage de forma singular e complexa para formar o todo. Não é por acaso que muitas culturas enxergam a natureza como uma divindade, pois ela provê tudo o que o ser humano precisa e de forma independente, ou seja, o homem é parte da natureza mas não é um elemento essencial à sua existência. Nesse contexto, reconhecer a importância que a Amazônia tem para o equilíbro do nosso país é um exercício de bom senso, pois, assim como seu tamanho, sua influência é gigante no Brasil.

A Amazônia é a principal reguladora de chuvas nos continentes. Nela são formados os “rios voadores”: enormes volumes de vapor d’água gerados pela evapotranspiração das árvores e que abastecem com chuvas a maioria dos estados do Brasil. Segundo estudos do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, uma árvore com copa de 10 metros de diâmetro pode bombear para a atmosfera mais de 300 litros de água na forma de vapor por dia. Isso significa dizer que cada árvore cortada significa menos chuva no país e que as crises de abastecimento de água no Sudeste tem grande relação com o desmatamento da Amazônia. Portanto, é dever de cada um e, mais ainda, da gestão pública estar consciente disso e agir nesse sentido, a fim amortecer este problema que promete assolar mais vezes o Brasil.

Além disso, a floresta possui um estoque de carbono estimado em 167.7 toneladas por hectare segundo o projeto Carbon Dynamics of Amazonian Forest (CADAF), que estuda a dinâmica de carbono no ecossistema. Ou seja, a cada hectare de floresta perdida, não só 167.7 toneladas de gás carbônico são emitidos na atmosfera mas também perde-se em absorção, já que as árvores assimilam carbono para produzirem alimento. No acordo de Paris, em 2015, o Brasil assumiu um compromisso de até 2025 reduzir as emissões em até 37%, a fim de combater as mudanças climáticas. No entanto, é preciso entender que uma das frentes onde o país deve agir deve ser na Amazônia pois o desmatamento é um dos principais vilões do efeito estufa, consequência da emissão de carbono.

Ao longo da história, a natureza sempre foi vista ou como uma barreira ao desenvolvimento econômico, ou então como um recurso a ser explorado. Hoje, a sua preservação é a solução para minimizar os problemas que a humanidade criou. Do solo tiramos o alimento que comemos, dos rios a água que bebemos e da atmosfera o ar que respiramos. Todos esses recursos são de imensurável valor pois são essenciais à vida e o modelo de desenvolvimento atual precisa entender que não há benefício econômico que compense a perda deles.

Há maneira de participarmos na conservação da Amazônia! O voto é um exercício democrático, onde elegemos representantes que tomarão decisões pela população. Portanto, devemos investigar o posicionamento dos políticos em relação ao meio ambiente, analisar o seu histórico, a forma como eles enxergam os recursos naturais porque os rumos que o nosso maior patrimônio natural tomará será determinado na política.

 

 

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