Crise da Água no Rio de Janeiro

Nas últimas semanas, moradores de diversos bairros da cidade do Rio de Janeiro e Baixada Fluminense vêm reclamando da qualidade da água distribuída pela Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro). Eles afirmam que a água está turva e com cheiro forte, além de estar apresentando um gosto “estranho”.

A Cedae emitiu um certificado no dia 9 que informava que o problema era resultado da presença de geosmina na água – substância orgânica produzida por algas. Apesar de alterações na cor e cheiro, a empresa garante que a água está dentro dos parâmetros exigidos pelo Ministério da Saúde e própria para o consumo, não oferecendo risco para saúde. Para lidar com a situação, a Cedae informou que adotaria o uso de carvão ativado em caráter permanente na estação de tratamento para reter a geosmina presente nas águas.

Vale ressaltar que apesar de a Cedae afirmar que a mudança na água não representa riscos à saúde, essa situação levanta um questionamento sobre as causas ambientais que levaram a grande proliferação das algas produtoras da geosmina. 

Em nota técnica divulgada pela UFRJ, professores de diversos departamentos relacionados a ecologia aquática, recursos hídricos, saneamento e saúde pública alertam que a geosmina encontrada na água não é tóxica, mas pode indicar problemas na qualidade da água bruta utilizada para o abastecimento. 

Além disso, o documento concluiu que há uma ameaça à segurança hídrica da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, já que há lançamento de esgoto nos afluentes do Rio Guandu. Só os municípios de Nova Iguaçu e Queimados despejam 56 milhões de litros de matéria orgânica por meio de seus afluentes, esse valor é o equivalente a 22 piscinas olímpicas. Tendo em vista o crescimento populacional e a ocupação urbana desordenada, eventos como esse de queda na qualidade da água para consumo humano tendem a aumentar. 

O cenário ainda se mostra mais caótico, já que o Comitê da Bacia Hidrográfica do Guandu estima serem necessários 2,2 bilhões de reais em investimentos para recuperar a bacia. Além disso, a Agência Nacional de Águas (ANA) avaliou que o Estado do Rio teria de aplicar aproximadamente 11 bilhões de reais para universalizar o tratamento de esgoto até 2035.

Nesse contexto, fica claro que muitas vezes a água que chega até sua casa ou estabelecimento pode não ter padrões saudáveis para o consumo humano. Para esses casos, a Âmbar Consultoria Ambiental Jr. dispõe do serviço de Análise de Água que certifica se sua água atende aos padrões da legislação vigente. Entre em contato conosco e saiba mais sobre esse serviço.

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